Tá no Papo da Onda com Máurio Borges. aloha!!!
Maurio Borges:
Surfista, guerreiro deslizando sobre as ondas do rádio, são algumas das boas coisas da vida que o surfe-repórter, Máurio Borges, gosta de se dar de presente quando não esta na labuta. Manezinho da ilha e Figueira de coração, Borges pratica surfe há anos, como forma de diversão e satisfação pessoal – prazer que também já repassa ao seu filho em investidas nas praias de Floripa e litoral Norte e Sul do Estado. Diz que o surfe Catarinense vai bem, muito obrigado, mas o Nacional precisa de novas formatações para incentivar os surfistas brasileiros. Totalmente ligado à família e adepto da frase “o meu espírito é minha fortaleza” (Banda Iriê), Borges é o nosso entrevistado. Acompanhe :
1- Seu início no Surf ?
Completei neste ano, 25 anos de surfe. Comecei um pouco tarde para os padrões atuais, e com 15 anos comprei minha primeira prancha. Mas, uns meses antes, ganhei uma prancha Gledson 7`2, monoquilha, cheia de bolhas, do meu primo Eduardo Borges. Minhas primeiras ondas foram na Praia da Lagoinha e Brava - no norte da Ilha, (numa época em que não havia nem estrada pra lá), junto com meus primos e amigos.
2- Por que você decidiu investir no Surf?
Sempre gostei de esportes, desde moleque. Joguei futebol na
escolinha do Figueirense até a categoria dente de leite. Joguei Handebol, remei no Riachuelo e andei muito de skate. Mas, foi no surf que encontrei-me. Nunca fui campeão em eventos nem nas categorias amadoras e muito menos na profissional. Na real, sempre busquei no surf uma diversão uma satisfação pessoal.
3- Qual o retorno esperado do evento Surfestudantil?
Quando comecei no surfe achava os eventos muito desorganizados. O surfe em Santa Catarina estava começando a se organizar. Como nunca fui de chegar em finais de campeonatos, vi que organizando,promovendo, trabalhando nos campeonatos tinha mais haver comigo. O Surfestudantil é uma grande satisfação. Quero ajudar a levar o surfe para as escolas de forma séria e honesta.
4- Como analisas a imagem do surfe e dos surfistas atuais?
Acredito que tenha melhorado bastante. O surfista hoje tem um outro perfil.
Hoje em dia todo mundo tem alguém na família que pega onda. Aqui no Estado, o surfe tem uma forte ligação com a política. E a política ajudou a construir uma imagem positiva do esporte. Antigamente era bem mais complicado. Como o surfe veio de um movimento hippie, da contra cultura, passava a idéia de uma coisa mais largada, feita por pessoas irresponsáveis. Muito ligado as drogas. Acho que agora mudou (...)!!!
5- Que viagens já fizeste ou gostarias de fazer?
Nunca viajei para fora do Brasil. Não por falta de oportunidade. Tive
inclusive recentemente uma proposta tentadora de cobrir todas as etapas do circuito mundial de surfe profissional WCT, mas isso me instigou. Sou muito caseiro, ligado aos meus pais e minha família. E em função do meu trabalho no boletim da Jovem Pan e do Surfone, não tenho como me ausentar por um longo período. Prefiro ficar por aqui, pelas praias do nosso litoral. Tá ótimo!
6- Quais as praias que mais gostas de surfar?
Gosto muito das praias do litoral sul de Santa Catarina. Me amarro na
Guarda, no astral do lugar. Gosto do Rosa, canto norte, da Silveira. Mas, não existe nada melhor que surfar com meus amigos em Itapirubá (Imbituba). E, quando o mar sobe de leste e o vento sul entra, não troco nada pelo canto direito de Palmas (Governador Celso Ramos).
7- Tens alguma surfada memorável que nos queiras contar?
Assim de cabeça, não lembro. Mas nesse verão me diverti muito com o meu filho Caio, que tem 12 anos, e está começando a dar os seus primeiros drops lá em Itapirubá. Nos divertimos muito durante essa temporada de verão. Tô louco para o próximo verão chegar...
8- Fala-nos um pouco dos teus projetos atuais e futuros?
Tem um monte de coisas acontecendo. Estou produzindo com o fotografo Basílio Ruy, um almanaque com "As melhores Ondas do Brasil", é um "Guia" só que com as melhores ondas do país escolhidas numa pesquisa pelos principais nomes do surfe brasileiro. Fotos e textos de ótima qualidade. Será lançado em novembro durante o WCT. Tenho apresentado e produzido o Boletim Nas Ondas da Pan e o JBay Surfone. Ainda faço mais um monte de coisas, e um Blog.
Tem que ralar... Não dá pra ficar parado!
9- O que achas do atual estado estágio do Surf em nosso país?
Nível técnico está bom. Bons eventos. Acho que o SuperSurf poderia ser de forma diferente. Mais etapas e melhor premiação. Não sou muito favorável com etapas de WQS por aqui. As empresas investem muito dinheiro que vai embora nas mãos dos gringos.
É preferível investir num bom circuito nacional, com etapas todos os meses, com ótimas premiações. Aí, todo o dinheiro seria gerado para os surfistas profissionais brasileiros. Não ficaríamos vendo um
monte de surfistas profissionais sem dinheiro e sem patrocínio.
O Surfe profissional aqui no Brasil precisa urgentemente ser repensado. Já o amador tá muito caído. As etapas do brasileiro são muito mal produzidas. Favela geral! O circuito catarinense profissional é bom. O amador precisa de pequenos ajustes.
Tá no papo da Onda com Máurio Borges
Apelido: Não tenho.
Natural: Floripa. (Maternidade Carlos Corrêa).
Profissão: De tudo um pouco. Diariamente sou Surf-repórter.
Hobby: Ir aos jogos e sofrer com o meu Figueira.
Um sonho: Voltar a ser feliz como eu era quando criança.
Uma cor: Três: Preto, branco e verde.
Seu maior medo: Perder meus pais
Um vício: Doçura. Gosto de bolo, doce, sorvete...
Um time de futebol: Figueirense.
Família: Fundamental na minha vida.
Mulher Linda: Muitas!
Uma bebida: Suco de cajú
Um lugar: Canasvieiras, há 30 anos atrás.
Um Ídolo: Não tenho
Uma mania: Organizar as minhas coisas.
Uma fruta: Maça
Praia ou Campo: Praia.
Violência: Tá bem complicado. Estamos perdendo os valores da vida. A maior violência, acho que são esses políticos, que dão de ombros para as causas populares. Não buscam ajudar, colaborar e evoluir as pessoas do nosso país.
Impunidade: A polícia prende. A justiça solta. Esse país está um lixo!
Política: Importante em todos os aspectos. A única saída é estar ligado em tudo, ler muito sobre o que acontece no nosso país.
Religião: Espírita
Aquecimento Global: Muito se fala pouco se faz.
Dinheiro ou Fama: Dinheiro. Preciso dele para manter minha família.
Uma Frase: O meu espírito é a minha fortaleza! (Banda Iriê).
| Entrevistador: Carlos Mafra
Entrevistado: Máurio Borges. |
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